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MINHAS DIGIGRAVURAS
por Karin Schwarz
MINHA DEFINIÇÃO
Digigravura,s.f.: Obra de arte bidimensional com
edição limitada, numerada e assinada pelo artista, impressa a partir de matriz
digital e resultante da manipulação de imagem de sua própria autoria através
de softwares gráficos.
MEU HISTÓRICO NA DIGIGRAVURA
Em 1998, quando iniciei a criação de minhas Digigravuras, o fiz de forma muito
empírica e intuitiva. Julgo ser este o modo mais sincero de se criar, além de
o mais condizente com o trabalho do artista.
A denominação Digigravura, já descrita acima, surgiu do seguinte: “Digi”
por utilizar meios digitais de transformação de imagens e ser digital também
o original para a impressão. “Gravura” por ser a obra editada com tiragem
limitada, a partir de uma matriz e sendo cada unidade assinada e numerada
individualmente.
Apesar de ter criado, em 1998, esta denominação para minha arte digital,
descobri algum tempo depois, navegando na web, que este termo estava sendo usado
por outras pessoas para definir trabalhos tecnicamente semelhantes aos meus.
Ainda não tenho certeza do momento em que a expressão começou a ser comumente
usada, e se fui eu ou não quem primeiro a usou. Deixo que a História se
encarregue, ou não, de descobrir.
Além dos desenhos, sempre procurei me expressar através de qualquer manifestação
artística que estivesse ao meu alcance. Posso dizer que nasci enamorada da
Beleza, da Estética, das Cores e das Formas. Em algum momento me apaixonei por
Fotografia, e em outro, pelos inúmeros processos digitais de manipulação e
criação de imagens. Tive noções iniciais de fotografia no CEFET-PR (Centro
Federal de Educação Tecnológica do Paraná) e na UFPR (Universidade Federal
do Paraná). A curiosidade e a necessidade me ensinaram a utilizar programas
como o Photoshop, Corel, Paint, Flash, etc.
Minha primeira Digigravura poderia ser considerada por alguns uma Pintura
Digital, pois a fiz diretamente no computador, sem ponto de partida manual
(desenho à lápis, por ex.), utilizando apenas ferramentas próprias do
software. Gostei da "brincadeira" e comecei a digitalizar meus
desenhos e colagens manuais, e transformar estas imagens através dos softwares
gráficos. Logo a foto entrou na roda e a fotografia digital fechou o cerco.
Desta forma uno várias técnicas para criar minha arte sem limitar minha
imaginação às possibilidades de uma restrita ferramenta.
Atualmente meu processo de criação inclui uma série de etapas e várias
categorias artísticas para originar uma única Digigravura: faço um desenho,
uma colagem, ou crio uma instalação, fotografo e manipulo digitalmente.
Após algum tempo de muita experimentação, minha relação com os filtros e
ferramentas digitais passou a fluir naturalmente. Há vezes que os conduzo com
idéias mais ou menos definidas para atingir um resultado imaginado, uma estética
desejada. Mas existem ocasiões em que me satisfaço com a beleza alcançada ao
“acaso”, muitas vezes com poucos recursos, e então deixo a obra seduzir por
sua simplicidade e naturalidade. Acredito estar aí a maior conquista: a visão
do criador, a fantasia, a imaginação, aquilo que não se aprende nem com
professores nem em cursos, aquilo que só um artista tange, independente de técnicas
ou currículo.
Karin Schwarz
Curitiba, 2005
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